terça-feira, 1 de novembro de 2011

Geovanni Seabra: a Educação Ambiental diante da globalização

Fonte: http://www.wagneroliveiragoias.blogspot.com/


O educador e blogueiro Wagner Oliveira, de Goias, realizou entrevista com Geovanni Seabra, coordenador do Congresso Nacional de Educação Ambiental realizado recentemente em João Pessoa, na Paraíba, de 12 a 15 de outubro. O evento reuniu 1 500 educadores e pesquisadores e aconteceu simultaneamente com o IV Congresso Nordestino de Biogeografia.
Na entrevista, Seabra reflete sobre o papel e as dificuldades da Educação Ambiental diante da globalização e também avalia o evento.


Wagner Oliveira - Qual avaliação o senhor faz do II Congresso Nacional de Educação Ambiental?


Geovanni Seabra - Cumprimos e ultrapassamos nossa missão e nosso propósito uma vez que tivemos 1500 participantes diretos e todos, efetivamente dentro das atividades programadas, deram suas contribuições. São congressistas de todos os Estados e os debates nas atividades programadas como conferências, mesas redondas, palestras foram muito acalorados, suscitaram questionamentos sobre as questões que envolvem o meio ambiente social e ambiental.


WO - Cada congressista recebeu o livro verde “Educação Ambiental no Mundo Globalizado”.
Geovanni Seabra - O livro verde é um presente que ofertamos aos congressistas. Foram editados 2200 exemplares que estão à disposição do congressista contendo 18 artigos selecionados em um leque de 850 trabalhos. Esses artigos estão concatenados ou encadeados dentro do propósito geral do evento, da temática geral que é apontar caminhos para a conservação da sociobiodiversidade. Esses trabalhos estão ordenados em 18 capítulos que servem certamente para darem o suporte às políticas públicas, educacionais e ambientais do país.

WO - O livro não será disponibilizado digitalmente, mas será vendido?
Geovanni Seabra - Estamos pensando em uma nova edição porque esses livros são exclusivos dos congressistas e autores. Existe um lote desses livros que serão destinados as livrarias, bibliotecas nas universidades.


WO – A Paraíba realizou o I e agora o II Congresso Nacional de Educação Ambiental. O III poderá ser em outro Estado?


Geovanni Seabra - Não temos ainda uma proposta para a realização do III Congresso Nacional de Educação Ambiental e tão pouco do Encontro Nordestino de Biogeografia. Mas estamos abertos a propostas para sediar esse evento. Existe o indicativo de levar o evento para a Amazônia, em 2013, porque o evento é bianual. E já temos programado e projetado uma prévia desse ambiente que é o Fórum Nacional de Educação Ambiental que vai acontecer na Amazônia e muito provavelmente em Rio Branco, no Acre.

WO - O presidente do Congresso Nacional de Educação Ambiental Miguel Bordas disse na abertura do evento que um dos textos citados fala que a educação ambiental está refém do capital. Qual é esse texto?


Geovanni Seabra - O primeiro capítulo: “Educação Ambiental: caminhos para conservação da sociobiodiversidade”. Esse recorte de um pensamento foi retirado desse capítulo de minha autoria. A educação ambiental é refém do capital porque é o capital que promove educação ambiental oficial, que não tem qualquer alcance social ou mesmo uma sustentação dos projetos de conservação da natureza ou da biodiversidade. O grande capital segue os princípios do poluidor-pagador. Então, se eles pagam grandes cifras econômicas para poluir eles tornam a educação ambiental sua própria refém. Como nossa educação ambiental é libertadora nos sentimos reféns desse capital porque somos incompatíveis, tanto que não temos nenhum investidor direto ou indireto que dê algum suporte ou sustentação para essa reunião de 1500 congressistas vindos de todo o país.


WO - Existe um distanciamento Sudeste, Sul de Nordeste e Norte em relação à divulgação da educação ambiental realizada, por exemplo, nas redes sociais sobre um congresso nacional de educação ambiental. Observei pouca divulgação na REBEA (Rede Brasileira de Educação Ambiental) e outras redes.


Geovanni Seabra - Nós pertencemos às redes sociais. Nosso principal e maior meio de divulgação e comunicação são as redes sociais, a internet. Porque não temos recursos para divulgar o evento por outros meios. De maneira que todo o país ficou sabendo porque fizemos um ano de divulgação. E algumas redes de educação ambiental não somente participaram da construção desse projeto como estão presentes no evento. Agora não podemos trazer toda a população brasileira, somos quase 200 milhões de habitantes. A educação ambiental nacional, inclusive no seu conteúdo, no seu teor, nas suas ações mais transformadoras estão presentes nesse evento. Agora como você disse, alguns setores, alguns canais e sobretudo governamentais de fomento, de sustentação da educação ambiental, não estiveram presentes nesse evento.

WO - O II Congresso Nacional de Educação Ambiental vai apresentar um documento final? De que forma poderá causar transformação, trazer resultados?
Geovanni Seabra - A transformação começa pela distribuição nacional, pelo retorno às suas residências, Estados, cidades desses 1500 participantes. Este é o princípio da transformação. Sobretudo porque eles levam o pensamento do II Congresso de Educação Ambiental que está documentado não somente no livro impresso “Educação Ambiental no Mundo Globalizado” como também no livro virtual que vamos lançar até dia 30 de novembro com 850 trabalhos que registram o pensamento do II Congresso Nacional de Educação Ambiental. E este é o princípio da transformação. Vamos transformar a educação ambiental oficial, que por sinal deixa muito a desejar nos seus objetivos. Iniciamos a transformação a partir dessas ações diretas dos congressistas junto às suas cidades e seus Estados. A educação ambiental do nosso congresso não termina aqui. Esse movimento permanece em evidência, permanece mobilizado com o uso das redes sociais.


WO - O que será disponibilizado no site do congresso?


Geovanni Seabra - Será disponibilizado o livro “Caminhos para a conservação da biodiversidade”, com 850 trabalhos. Também vamos cunhar a “Carta de João Pessoa”, da Paraíba, registrando os resultados desse encontro a partir das mesas redondas, dos debates e dos grupos de trabalho com cerca de 1200 congressistas sugerindo medidas de ação que sejam mais efetivas para podermos implementar programas de educação ambiental mais efetivos.


WO - Quais são os principais problemas da Paraíba que precisam ser focados pela educação ambiental?


Geovanni Seabra - A Paraíba é um estado pequeno mas que serve de case para ilustrar o caos ambiental nacional. Vivemos no caos ambiental. Todos os problemas nacionais semelhantes ou iguais acontecem também na Paraíba. A má conservação dos biomas, o desrespeito às leis federais, estaduais e municipais. E o risco permanente que todos corremos e a biodiversidade em função deste descaso com o meio ambiente, em função da ineficácia dos gestores ambientais. São ineficazes e, por essa ineficácia, vivemos permanentemente em risco. Temos ameaças das correntes litorâneas, que afetam monumentos naturais como a Falésia do Cabo Branco. Temos uma mata urbana grandiosa que é a Mata do Buraquinho, com 500 hectares, mas que sofre todas as pressões urbanas. Ela é atravessada pelo principal rio de João Pessoa que é o Rio Jaguaribe. Mas esse rio já no seu nascedouro recebe resíduos sólidos e efluentes poluentes que comprometem a qualidade da água. Além do mais, a Mata do Buraquinho, que é uma área de preservação permanente, sofre invasões e toda a pressão de um conglomerado urbano do porte de João Pessoa. Se você adentra o interior observa que a Caatinga tem pouquíssimas unidades de conservação. Não temos nenhum parque nacional no Estado da Paraíba e os parques estaduais que existem deixam muito a desejar quanto a sua administração porque é evidente o estado de abandono.


WO - Qual orientação o senhor deixa para o educador ambiental? Qual deve ser a formação do educador ambiental?


Geovanni Seabra - Ele deve buscar suas fontes nas publicações mais recentes. Fruto do debate existente entre os vários setores da sociedade, não somente a universidade. O nosso evento reuniu representantes de secretarias de governo, professores do ensino fundamental, professores universitários, acadêmicos, pós-graduandos nos diferentes níveis, setores organizados da sociedade. São essas documentações, são esses registros que darão o suporte para que o educador ambiental tenha um patamar de sustentação para suas ações. Não somente o educador ambiental, professor, pesquisador, mas também os gestores públicos têm nesses resultados o suporte para ações e implementações de políticas públicas.

WO - Para uma transformação é importante termos políticas públicas. Como o senhor vê atualmente políticas públicas e educação ambiental?
Geovanni Seabra - As políticas públicas existem e vamos dizer que elas têm resultados positivos diante de algumas ações e outros resultados que são extremamente negativos por falta de qualificação profissional e por falta de educação básica da sociedade. Para se ter educação ambiental, para se ter a consciência ambiental é necessário, sobretudo, que se tenha uma formação básica educacional e isto falta ao Brasil, falta ao brasileiro. Nosso sistema educacional é muito falho em todos os sentidos. E você inserir educação ambiental no currículo escolar exige formação profissional. E por isso oferecemos neste evento diversos cursos e diversas oficinas trazendo conceitos, trazendo experiências, trazendo cases de projetos exitosos para os educadores ambientais. Tivemos 600 participantes nas oficinas e o resultado desse trabalho tem sido extraordinário porque ele é documentado. As aulas e as discussões são registradas em produtos para a internet e que servem para fortalecer o trabalho dos professores e educadores e também das políticas públicas. Mas vale salientar que, em alguns setores, alguns Estados, alguns municípios, existem algum êxito no tocante à educação ambiental e a melhoria do meio ambiente. Entretanto, temos por outro lado uma pressão fortíssima do capital e que quase torna essas nossas ações, nossas mobilizações, nossas conscientizações ineficazes porque vivemos em um mundo globalizado, que é o tema do nosso evento. E no mundo globalizado e extremamente consumista somos induzidos a consumir, a produzir resíduos e as empresas que produzem esses artigos, esses produtos, esses materiais, não são comprometidas ou não são devidamente obrigadas a recolher o lixo que produzem. Somos incentivados a consumir e a descartar os poluentes no meio ambiente.


WO - Desde a Reforma Industrial vemos uma grande transformação no mundo, muita poluição. Tivemos Cubatão da década de 80 e outros exemplos. Se tivéssemos continuado no mesmo ritmo de poluição não suportaríamos atualmente. O senhor considera que há avanços que são resultados da educação ambiental? Podemos atribuir conquistas à educação ambiental?


Geovanni Seabra - Não há conquista alguma porque vivemos na era dos programas de aceleração do crescimento. Do crescimento industrial, da abertura de novas vias de circulação com base na pavimentação. Se tivéssemos uma política de controle da produção industrial, por exemplo do automóvel... Não podemos continuar produzindo neste país 2 ou 3 milhões de automóveis ao ano. Se continuarmos a produzir como continuamos a produzir todos os projetos de políticas ambientais do país ficam comprometidos ou estão comprometidas. É incompatível, é a própria contradição falar em políticas públicas para educação ambiental nesse país automobilístico em que vivemos. A superprodução de automóveis com suporte da mídia que incentiva o cidadão adquirir não somente um novo automóvel como também mais de um. Estamos perdendo espaço. O transeunte, o ser humano não pode circular a vontade na sua cidade, no seu bairro porque os espaços são destinados aos automóveis. É incompatível a indústria automobilística, que tem sido muitíssimo incentivada, com qualquer política de educação ambiental.


WO - Comenta-se sempre que as leis ambientais do Brasil são boas principalmente se comparadas as de outros países. Com a reforma do Código Florestal ambientalistas frisam que vamos ter perdas como a diminuição da largura da mata ciliar. Como o senhor vê educação ambiental e reforma do Código Florestal?


Geovanni Seabra - O novíssimo Código Florestal é fruto do agronegócio. Foi uma fortíssima pressão da bancada ruralista do Congresso Nacional que cunhou o novo Código Florestal e aprovou esse Código Florestal. Se o agronegócio aprova o Código de preservação da natureza já sabemos por antecedência que a legislação ambiental do Brasil não funciona. Assim mesmo como foi cunhado o SNUC, Sistema Nacional de Unidades de Conservação, que não se aplica quando se refere à conservação, preservação da natureza.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

MOSTRA CIRANDA DE VÍDEOS SOCIOAMBIENTAIS




Estão abertas as inscrições para a Mostra Ciranda de Vídeos Socioambientais. A exibição acontecerá no dia 10 de novembro, na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba.




Até o dia 4 de novembro adolescentes e jovens paranaenses podem se inscrever na Mostra Ciranda de Vídeos Socioambientais. A iniciativa é voltada a estudantes de Ensino Fundamental e Médio, integrantes ou não de organizações, pontos de cultura, grupos e redes juvenis no Paraná.


A Mostra é aberta, não-competitiva e tem caráter educativo. O objetivo é estimular a produção audiovisual independente por adolescentes e jovens, e fomentar a reflexão e o debate sobre as questões socioambientais no estado.











Acesse a Chamada Pública (http://migre.me/5Wsbi) e obtenha mais informações sobre como participar.





Para serem inscritos, os vídeos deverão ter de um a três minutos de duração, independente do gênero ou linguagem audiovisual (stop motion, documentário, vídeo-poema, entrevista etc). Pode ser utilizado na produção qualquer tipo de câmera digital, como equipamento fotográfico, de vídeo, celular ou webcam.





A inscrição é gratuita e pode ser feita individualmente ou em grupo de até 5 (cinco) estudantes, desde que todos(as) estejam matriculados no Ensino Fundamental ou Médio. Para se inscrever acesse o http://www.mostraciranda.com.br/ e preencha o formulário. No site há orientações sobre como fazer o upload dos vídeos e um guia com dicas rápidas de produção audiovisual para facilitar a participação.





A exibição dos vídeos acontece no dia 10 de novembro, na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, localizado à Rua Cândido Lopes, 133, no Centro.




Realização A Mostra Ciranda de Vídeos Socioambientais é uma das ações realizadas no âmbito do projeto AmbientAção, iniciativa da Ciranda com patrocínio da Oi e da Fundação Itaú Social pelo Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FMCA) de Curitiba. O projeto tem apoio do Instituto Oi Futuro, do Instituto Ambiente em Movimento, da Secretaria Municipal da Educação e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba (Comtiba). A Mostra também conta com o apoio das Secretarias de Estado da Educação e da Cultura, da Biblioteca Pública do Paraná e da Cáritas Brasileira.





ServiçoO quê? Inscrição de produções audiovisuais de adolescentes e jovens para a Mostra Ciranda de Vídeos SocioambientaisAté quando? 4 de novembro de 2011Como? Pelo formulário no site http://www.mostraciranda.com.br/Mais informações pelo e-mail contato@mostraciranda.com.br ou pelo telefone (41) 3027-3920










sexta-feira, 7 de outubro de 2011

FOTOS XIII EPEA






Socializando algumas fotos ....




Abertura: 10/08/2011.





















Palestrante: Marcos Sorrentino















Palestrante: Dra Michele Sato.




Andresa do Grupo Fauna





Oficina.







Pólo de Cascavel
REA PR (2012).





Apresentação Cultural: Grupo Novos Malandros










Apresentação Cultural
de Encerramento.











Apresentação
Cultural de Encerramento
Grupo de Carambeí.










Encerramento 12/08/2011.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

XIII Encontro Paranaense de Educação Ambiental (12/08/11)

Ata da reunião

XIII ENCONTRO PARANAENSE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
DE 10 a 12 de agosto de 2011 - UEPG/PONTA GROSSA




REUNIÃO PRESENCIAL DA REA-PR

12 de agosto de 2011

ATA DA REUNIÃO


Reunião realizada, no dia doze de agosto de dois mil e onze (12/08/2011), em Ponta Grossa na sala de Educação Ambiental do NUCLEAM, teve inicio as 8: 15h com a presença dos facilitadores de Pólos e participantes do XIII EPEA, (protocolo de presença anexo). A profª. Angélica Góis Morales e Maria Aparecida O. Hinsching da secretaria executiva (desde o X EPEA de Maringá- 2007), iniciaram a reunião destacando as ações realizadas: recadastramento da lista dos Pólos; elaboração do Site e Blog da REA-PR; reformulação do logo da REA-PR, elaboração do mapa; produção de dois tipos de folder da REA-PR; divulgação da REA-PR com apresentação de trabalhos em vários eventos; participação na promoção do Colóquio de educação ambiental em agosto de 2010; cadastramento do acervo e organização da biblioteca da REA-PR. A dinamização da REA-PR vem sendo realizada por meio do projeto de extensão universitária: Fortalecimento da REA-PR com a participação de estagiários, os quais procuram dinamizar as ações e animar a participação dos enredados.Na seqüência foi solicitada a exposição dos pólos, iniciando o Pólo Curitiba: Liana de Curitiba, fala sobre o pólo temático e que a REA – PR teve seu inicio em Campo Mourão em 2003. A rede começou com a lista de Educação Ambiental, como uma tentativa de reunir as várias Instituições de Ensino Superior. Ela foi paulatinamente se interiorizando através dos educadores ambientais. Não se esquecendo do trabalho realizado pela Nana Medina em 1998 que chamou as Universidades para participarem da discussão sobre a Educação Ambiental. Liana ressalta que este trabalho antecedeu a REA/PR. Liana enfatiza que o Polo Temático de Materiais em EA possui 143 pessoas. O objetivo é trabalhar especificamente materiais, Guilherme menciona que transitam pelo sistema mais de 200 mensagens, e tem procurado socializar informações e materiais que possam apoiar as ações de educação ambiental. Pólo Cascavel: Profª Irene Carniatto, Prof. Anelise, Prof. Rose do PDE e mais alguns estagiários presentes. Relatam que na UNIOESTE estão juntos com o apoio da Pro- Reitoria de Extensão e o núcleo de Formação Interdisciplinar - NEI. Possuem parceria com a ITAIPU – Binacional, e têm trabalhado com as comunidades o ano todo. Realizaram uma série de eventos com participação de 1000 a 2000 pessoas. Evento – Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Ambiente em 2009, com 1.250 pessoas; Seminário Nacional de Meio Ambiente e Extensão Universitária em 2010, com 975 pessoas e o Seminário de Extensão da Região Sul em 2011. Pólo Foz do Iguaçú: Mauri e Leila mencionam que há dois anos o EPEA ocorreu em Foz do Iguaçú. As ações estão vinculadas a Bacia do Paraná 3 em conjunto com a ITAIPU – Binacional. A rede compreende 29 municípios. Trabalha-se na gestão ambiental dentro da linha de Sorrentino: Comunidade de aprendizagem; gestores de Educação Ambiental nos municípios que se articula com as ações do município. Mauri enfatiza a ação dos educadores ambientais nos 29 municípios e do empoderamento dos municípios na Educação Ambiental e na captação de recursos; Formação de novas lideranças; Fortalecimento da Educação Ambiental em políticas públicas. Existe uma rede forte com grande poder de mobilização. Possuem dois milhões de reais em recursos para serem investidos ao longo de um ano. Liana informa que houve uma evolução dos multiplicadores para gestores, experiência esta, muito importante e que deve ser aproveitada para outros pólos. Liana sugere que cada Polo conte a sua experiência. Pólo Guarapuava: Adriana informa que o Polo se reúne mais presencialmente do que virtualmente. A professora informa que há um projeto aprovado e financiado pelo MEC e que congrega professores de várias áreas, seja do Ensino superior ou fundamental. Será produzido um documentário com o auxílio de um cineasta contratado para este fim. Ao final do projeto ter-se-á como produto final um livro impresso que deverá servir de material de apoio didático e um DVD contendo um documentário da região. Pólo Loanda: O Prof. Matarezzi menciona algumas pessoas como participantes do Pólo. Fala da Sala Verde, informando que é um Pólo modesto, franciscano. Mantém atividades que compreende a formação de professores e envolve 11 municípios. O Pólo Loanda terá um telecentro que poderá significar um avanço importante para o Pólo. Londrina: Quando organizou o EPEA em 2008, conseguiu aglutinar mais pessoas. Acreditam que as pessoas devem retornar ao Polo em função de um problema da expansão urbana, mencionam Apucarana que trabalham através de Ongs. Adriane da Secretaria Municipal e Eliana do IAP fazem parte do pólo.Pólo Maringá: Profª Ana Lucia e Marise representando Ana Obara. Informam que tiveram um ano complicado em função da Universidade. Cada um fazendo o seu em relação a formação à Formação da Educação Ambiental. Também mencionam que a atuação foi mais efetiva em função do EPEA. Liana menciona que Maringá foram os primeiros a divulgar um site na internet. Pólo Dois vizinhos: Daniela da UTFPR informa estar retornando ao trabalho com Educação Ambiental. Ela informa ter dois alunos trabalhando com ela. Veio ao EPEA para conhecer novas experiências. Estão iniciando e talvez estabeleçam um pólo posteriormente. Informa que é coordenadora do curso de Biologia. Maria Aparecida sugere que se resgatem os coordenadores do IV EPEA de Pato Branco, eram professores do Núcleo Regional de Ensino, técnicos do IAP. Pólo Ponta Grossa: Profª. Angélica e Maria Aparecida informam que têm desenvolvido diversas ações. Envolvem um coletivo educador que deve ser reformulado as estratégias de ação. Foram desenvolvidos vários encontros e oficinas para debater sobre a metodologia e formação dos educadores ambientais populares, mas é necessário rever, pois são 18 municípios que integram a região dos Campos Gerais. Iniciou-se a formação do PAP 3 com 10 Clubes de Mães em Ponta Grossa junto ao SOS. Menciona outras atividades junto a Fundação do Idoso com 30 grupos espalhados nos bairros e vilas de Ponta Grossa. Profª. Édina Schimanski iniciou a discussão e organização do coletivo educador Universitário. Também vem sendo desenvolvidas ações de formação ambiental com empresas e cooperativas da região. Em parceria REA-PR e NUCLEAM foi realizado o Colóquio de Educação Ambiental e este ano centrou-se energia para a efetivação do XIII EPEA. Angélica ressalta que esses momentos nos causam uma provocação para que retornemos ao movimento. Maria Aparecida informa que estão com a rede há quase três anos, na secretaria executiva, dinamizada por meio do projeto de extensão: Fortalecimento da REA-PR, onde desde o inicio vem contando com acadêmicos estagiários bolsistas. Maria Aparecida informou que esta para se aposentar e que a professora Angélica deixou a UEPG, hoje integrando a UNESP-Tupã/SP e deverá se afastar em breve. Angélica menciona que o Pólo Cascavel se interessou por ficar com a secretaria executiva da REA-PR. Angélica propôs que a secretaria executiva deva ser repassada e quem ficar com ela organiza o próximo EPEA. Liana menciona que a divulgação da Política Estadual pode utilizar a rede. Maria Aparecida informa que participou do grupo de trabalho na elaboração da proposta da Política Paranaense de Educação Ambiental e que para facilitar a socialização do teor do projeto e possibilitar o acompanhamento, foi anexado nos ANAIS do XIII EPEA. Menciona que houve alterações, mas que foi conseguido que permanecesse dentro dos parâmetros da Lei 9795/99. Informa que Engº. Paulo Roberto Castella, atual coordenador de Educação Ambiental da SEMA vêm acompanhando os tramites para aprovação do projeto de lei do Paraná . Irene menciona que no EPEA anterior foi proposto para organizar este EPEA. Então acredita que pode contribuir com a organização do próximo, o XIV EPEA e pode ficar na secretaria executiva. Após a concordância dos presentes, assim a Secretaria Executiva da REA-PR será transferida para UNIOESTE- Pólo Cascavel- ficando constituída por: Irene Carniatto - Pólo Cascavel; Leila L.S. Alberton e Mauri Schneider do Pólo Foz do Iguaçu; Daniela Macedo de Lima - Pólo Dois Vizinhos: Daniele dos Santos – Pólo - Loanda e Ana Lúcia Rosa Moreira do Pólo de Maringá. Na seqüência os presentes saudaram os novos integrantes da secretaria executiva com uma salva de palmas. Angélica e Maria Aparecida agradeceram o apoio de todos durante esse período e fizeram entrega simbólica da relação do acervo bibliográfico da REA. Maria Aparecida lembrou que o projeto de extensão – “Fortalecendo a REA_PR” encerra em novembro/2011 e até lá a estagiaria Michele Bolzani, pode apoiar a moderação da lista de enredados e o Blog em conjunto com estagiaria voluntária Adriane Ribeiro da Silva, aspectos acordado com Profª. Irene. Profª. Irene pediu tranqüilidade, e que no decorrer de setembro ou outubro vai agendar uma reunião para ver detalhes e os encaminhamentos que se fizerem necessários. Agradeceu a todos os presentes educadores ambientais - facilitadores dos pólos a e destacou a necessidade do apoio e colaboração, para o fortalecimento do grupo e da REA-PR. A presente memória foi lavrada por mim Adriana Massaê Kataoka, secretária ad hoc e apoio de Maria Aparecida O Hinsching, e pelos demais presentes abaixo relacionados e protocolo com assinaturas.





Relação dos facilitadores dos Pólos regionais da REA-PR presentes na reunião:

Pólo de Guarapuava
Adriana Massaê Kataoka
Mauricio Camargo Filho

Pólo de Cascavel
Irene Carniatto
Loana Priscila Mangolin
Raissa Caroline Gallego
Anelise Queiroz Amaral
Rosali Maria Morgan Benedeth

Pólo de Dois Vizinhos
Daniela Macedo de Lima


Pólo de Foz do Iguaçu
Leila L.S. Alberton
Mauri Schneider

Pólo de Mringá
Ana Claudia da Mata
Marisa Emilia Ereno
Ana Lucia O Rosas Moreira

Pólo de Loanda
José Matarezi
Daniely da Silva Oliveira

Pólo de Londrina
Adriana Rodrigues Barra Rosa
Leliana C. Luz

Pólo de Ponta Grossa
Angélica Gois Morales
Maria Aparecida O Hinsching
Adriane Ribeiro da Silva

Pólo de Materiais em EA
Guilherme L. Rodrigues Machado
Liana Márcia Justen

Ana Cristina do Rego Barros



















Reunião presencial da REA-PR.


















Novos membros da Secretaria Executiva da REA - PR




Entrega simbólica da Secretaria Executiva da REA-PR da Equipe do Pólo Ponta Grossa ao Pólo Cascavel.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

REA-PR Participa do 29º SEURS em Foz do Iguaçu - Escola Estadual Tancredo Neves

A REA-PR participou do 29º SEURS,  no período de 22 a 24 de agosto/2011, em Foz do Iguaçu, com a Oficina intitulada REA-PR – Sinergia e desafios que teve como Ministrantes a Profª. Maria Aparecida O Hinsching – UEPG/NUCLEAM/ REA-PR e a acadêmica Adriane Ribeiro da Silva UEPG/DEBIO/NUCLEAM/REA-PR.

Participaram da oficina  44  alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Tancredo Neves– Foz do Iguaçu.
A oficina teve por objetivo contribuir na construção do conhecimento evidenciando a relevância das redes sociais na sociedade contemporânea, por meio de mídias interativas via internet, que permitem a divulgação e a troca de saberes; e divulgar o processo de construção e animação da REA-PR, como uma experiência positiva que vem contribuindo para o fortalecimento da Educação Ambiental.
A oficina teve inicio com Exposição dialogada conceitualizando Redes de comunicação social; REA-PR: histórico, estratégia de organização e funcionamento; Papel dos enredados: comunicação e animação (facilitadores/pólos) e sobre os  cuidados e responsabilidades dos enredados, onde a valorização e respeito entre os participantes deve ser prioritário, sendo um espaço de crescimento positivo, utilizando como exemplo redes sociais como o Orkut; Twitter, Face book, MSN entre outras redes.
 Exposição dialogada: conceitualizando Redes
Foram abordados conceitos sobre o que é uma oficina,? E uma oficina pedagógica? Visando a sensibilização dos alunos, realizou-se a Dinâmica de grupo: Teia da Vida, e por meio do dialogo de saberes foi contextualizado alguns conceitos: visão sistêmica, redes de comunicação, interconexão, interdependência, ecossistemas, meio ambiente, recursos naturais, impactos ambientais, saúde ambiental, cuidado, pertencimento planetário, comprometimento, qualidade de vida, cidadania ambiental, entre outros temas. 
Participantes durante a Dinâmica Teia da Vida
Como prática pedagógica os participantes foram divididos em 7 equipes, com o objetivo de propor uma Rede, desde a escolha do tema, debater e apresentar uma estratégia para dinamizar e animar a Rede, evidenciando sua importância para a construção do conhecimento e crescimento teórico prático dos participante-enredados.



 Os alunos escolherem o tema que mais tinham afinidade ou por interesse do tema gerador, deveriam elaborar passos ou etapas de implantação, público alvo, como será desenvolvida a animação e monitoramento da rede social. Após a elaboração das atividades os alunos apresentaram suas propostas de Rede no sentido de socializar  o conhecimento com  demais participantes. 

Alunos em fase de elaboração dos temas

Apresentação das Equipes:
Equipe 1: Clarissa, Victória, Bruna, Kátia, Aline e Edla
- Tema: Desigualdade Social
Objetivo: Conscientizar as pessoas da sociedade, que todos têm os mesmos direitos; expor o trabalho nas redes sociais como, por exemplo, blogs, facebook, Orkut, Twiter, MSN entre outras;
Temas para discutir na rede: Bulling, racismo, homossexualismo desigualdade entre pobres e ricos.
Publico alvo: jovens de 13 a 18 anos

Equipe 2: Andressa, Camila, Daiana, Eliandra, Fernanda, Ivandro e Vanderson
Tema: Preconceito
Objetivo: Mostrar a igualdade social, sem discriminação de raça, cor ou religião. Onde todos são iguais perante as leis de Deus e dos Homens.
Temas discutidos: Opções sexuais, religião, raça e classe social.
Publico alvo: Todas as idades

Equipe 3: Wesley, Willian, Solange, Allex, Amaral, João
Tema: Não use Drogas – “Don’t use drugs”
Objetivo: Conscientizar jovens que as drogas podem levar o indivíduo a morte
Temas discutidos: Baixar a maioridade para 16 anos e liberação ou não do uso da maconha.
Publico alvo: Jovens
Ação: Criar uma comunidade na rede social Orkut

Equipe 4 : Aline, Ana, André, Anna Karla, Susane, Karine e Danicléia
Tema: Cultura Regional
Objetivo: Valorizar a cultura regional
Temas discutidos: Diversidade das diferentes culturas
Publico: Todas as idades                                                            
Ação: Criar um blog

Equipe 5: Fernanda, Felipe, Eliane, Neivandro, Zeilson e Danley
Tema: Desabrigados Ambientais
Objetivos: Ajudar pessoas que sofreram com as enchentes e terremotos, erosões do solo e que tiveram que sair de suas casas para morar em território impróprio para residir.
Modo de ajuda: Pontos de arrecadação, doação de agasalhos, abrigos, materiais escolares e atendimento a saúde.
Faixa etária: Publico em geral
Ação: criar blog

Equipe 6: Marcelo, Juliana, Carmem, Vitor, Ingrid, Simone, Vanessa e Sara Jane.
Tema: Violência na escola
Objetivos: Criar um blog para pessoas discutirem sobre as causas e conseqüências da violência na escola
Temas discutidos: Brigas, vandalismo, bulling
Ação: criar blog

Equipe 7: Marcely, Larissa, Bruna, Maycon e Thiago
Tema: Preconceito sexual
Objetivo: Discutir sobre preconceito sexual
Temas discutidos: opção sexual, opinião, respeito;
Ação: criar um blog e twiter

Exposição dos trabalhos no final da oficina
Esperamos que as redes idealizadas pelos alunos sejam colocadas em prática, e que todos usem as redes da internet com responsabilidade e que mais jovens possam contribuir no crescimento positivo da utilização dessa ferramenta tão importante e magnífica que é a internet!!!

Bom trabalho a todos.

Abraços

Professora Maria Apararecida e Adriane Ribeiro


UNIOESTE sedia o 29º Seminário de Extensão da Região Sul e reúne mais de 2 mil participantes.

UNIOESTE sedia o 29º Seminário de Extensão da Região Sul e reúne mais de 2 mil participantes

Foram dias muito agradáveis, uma marco para a Extensão Brasileira que se mostra forte e articulada no cenário nacional. Foi ótimo ter conosco as Universidades dos 3 estados brasileiros com suas delegações, os Pró-Reitores de Extensão dos quais destaco a Dra Sandra de Deus da UFRGS, Vice Presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores - FORPROEX e o Dr. Wilson João Zonin que é Coordenador da Área de Meio Ambiente do FORPROEX.

A REA-PR Rede Paraense de Educação Ambiental esteve presente com a presença da professora Maria Aparecida de Oliveira Hinsching e a Adriane Ribeiro da Silva que vieram da UEPG – Ponta Grossa  e a atual Secretária Executiva da REA-PR Drª Irene Carniatto da UNIOESTE – Cascavel que fez parte da Comissão Organizadora do SEURS.
A seguir repasso um relato mais detalhado realizado pela Comunicação da Unioeste. (IRENE CARNIATTO)
Segunda-feira, dia 22 de agosto de 2011, foi realizada a abertura do 29° Seminário de Extensão Universitária da Região Sul (SEURS), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) em Foz do Iguaçu. O evento reuniu professores e alunos que atuam na extensão de 23 Instituições de Ensino Superior (IES) dos três estados da região Sul do país. O 29° Seurs está sendo sediado na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Foz do Iguaçu. Além da participação de mais de 2 mil extensionistas das universidades públicas da região Sul, estiveram presentes autoridades regionais, estaduais e do governo federal.

Na abertura do Seminário, o coordenador geral e pró-reitor de Extensão da Unioeste, professor Wilson João Zonin destacou a importância da realização do SEURS que tem como tema a “economia ecológica, políticas sociais e integração latino-americana”. Ao agradecer a participação e envolvimento dos extensionistas e inúmeras instituições de apoio, Zonin registrou a participação do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão da Regional Sul que participa da promoção do seminário.

Ao enfatizar que o SEURS é o evento de extensão de maior tempo de existência na Universidade, Zonin comentou a necessidade de reconstruir a concepção de extensão, sendo que a extensão é a ação que torna possível a Universidade socializar a produção intelectual que é produzida no interior da mesma. “A indissociabilidade da extensão, com a pesquisa e o ensino é um elemento fundamental, e é necessário construir essa cultura de indissociabilidade, pois é por meio dessa concepção que a Universidade Pública pode atuar de forma mais intensa na transformação social”. O coordenador geral destacou que a realização do Seminário de Extensão Universitária da Região Sul configura-se como uma excepcional oportunidade para a construção de intercâmbios, mobilidades acadêmicas e aprofundamento do diálogo e dos saberes e experiências de desenvolvimento sustentável. “Desta forma queremos produzir impactos e transformações, internas e externas, em nossas instituições, regiões e territórios”, disse Zonin.

O reitor da Unioeste, professor Alicibiades Luiz Orlando, em seu pronunciamento, agradeceu a presença de todos e lançou o desafio às universidades públicas da região Sul em atuar de forma mais intensa na conquista de recursos para as ações extensionistas. “Este desafio supõe a ação dos gestores das universidades públicas na articulação e na reivindicação de mais recursos junto aos Ministérios da União; de maior participação dos Estados na elaboração de programas de extensão; e a interação dos municípios junto às universidades públicas”.

O reitor Alcibiades desafiou ainda às universidades a resolverem as questões internas para que a Extensão ocupe o espaço que lhe devida junto à universidade, uma vez que por meio da extensão é que a Universidade torna-se conhecida e reconhecida socialmente. “Do que vale a produção intelectual se ela não for socializada com todos?”, observou o reitor ao enfatizar que a extensão não pode ser concebida como apêndice da Universidade. “A extensão configura-se como transferência de conhecimento e esta é a razão dos investimentos públicos que são feitos em nossas universidades”, afirmou o reitor.

O SEURS encerrou no dia 24/08, o evento foram realizadas 28 mesas temáticas e apresentação de trabalhos, exposição de pôsteres, e mais 52 vídeos relatos e 66 oficinas que foram realizadas em escolas municipais e estaduais, nas quais os alunos dessas escolas e comunidades são participantes junto com os acadêmicos do evento. O evento ainda contou 22 estandes das IES além da realização de inúmeras atividades culturais.
Comunicação da Unioeste .
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Profª. Drª. IRENE CARNIATTO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

XIII EPEA reúne participantes de sete estados

XIII EPEA reúne participantes de sete estados
Estudantes, professores e pesquisadores de sete estados (Paraná, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Mato Grosso) participam do XIII Encontro Paranaense de Educação Ambiental (EPEA), promovido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), através do Núcleo de Estudos em Meio Ambiente, e Rede de Educação Ambiental do Paraná (REA-PR). Até esta sexta-feira, o evento debate formas de contextualizar a inserção da educação ambiental de nos programas de políticas públicas, de forma crítica e participativa. A programação conta com mesas redondas, palestras, oficinas, minicursos e apresentação de trabalhos (oral e baners), no Campus Central da UEPG.
Na solenidade de abertura (auditório do Campus Central), nesta quarta-feira, o vice-reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, fez a saudação aos participantes do evento, destacando a oportunidade de debater a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável, na perspectiva das políticas públicas e da participação da sociedade. “A UEPG estimula a discussão em torno desse, a partir do Nucleam que desenvolve uma série de atividades e parceria com o poder público e iniciativa privada, inclusive com projetos e programas reconhecidos e premiados por órgãos ambientais”.
 Foto: Impresa UEPG

A professora Maria Aparecida de Oliveira Hinsching, da coordenação do evento, salienta o alcance do EPEA, em sua 13ª edição (a primeira edição ocorreu em 2008), envolvendo educadores e estudantes de todos os níveis de ensino, além de técnicos de órgãos públicos, entidades, empresas e lideranças comunitárias. “A UEPG sediou o encontro pela primeira vez em 2000 (terceira edição) e passados dez anos podemos notar alguns avanços na formulação de políticas públicas voltadas para o meio ambiente, a partir da mobilização da sociedade e da reflexão sobre os rumos das relações entre o homem e o meio ambiente”.
No período de inscrições, XIII EPEA recebeu a submissão de 237 trabalhos. Desses, 175 foram aprovados, para apresentação oral (97) e em painéis (78), de acordo com os eixos temáticos Educação Ambiental Formal; Educação Ambiental Não Formal; Educação Ambiental e Políticas Públicas; Formação de Educadores Ambientais; Educação e Gestão Ambiental; Recursos Didáticos em Educação Ambiental; Educação Ambiental e Mídias (educomunicação); e Educação Ambiental no Campo. As apresentações ocorrem no Bloco A do Campus Central.
 Foto: Impresa UEPG

Na palestra de abertura, a professora Michele Sato, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, fez uma exposição sobre o tema do encontro “Política, Educação Ambiental e Ecologia da Resistência”. Com a experiência da participação em quatro edições do EPEA, ela conduziu o tema a partir da filosofia do “direito de janela e o dever de árvore”, proposta pelo artista, arquiteto e ambientalista austríaco, Friedrich Hundertwasser. O ‘direito de janela’, no caso, se constitui no espaço privado, pertencente a cada pessoa; enquanto o ‘dever de árvore’ se apresenta como o dever do coletivo, do convívio social. Com isso, a professora, integrante da Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA (www.rebea.org) e da Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental (RUPEA), conclama as pessoas “a sairem da janela para praticar o dever de árvore”.
Nesta quinta-feira, o EPEA teve sequência, com a realização da mesa redonda “Educação Ambiental para a Sobrevivência e Políticas Públicas”, composta por Renato Eugênio de Lima, coordenador do Centro de Apoio Científico em Desastres – UFPR; Luiz Alberto Souza, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano – IPPUJ – Joinvile (SC); Denílson Cardoso, coordenador do Programa Desmatamento Evitado/SPVS e Observatório Clima; e Andréa Ribeiro, secretaria municipal de Ação Social (SMAS, Sengés, PR). A programação ainda contou com lançamento de livros, integração cultural e roda de conversa, além de apresentações artísticas regionais dos participantes.
Para esta sexta-feira, está programada a Reunião da REA-PR (8h/9h); palestra “Dinâmica do Processo das Políticas Públicas em Educação Ambiental e o Estado do Paraná (Marcos Sorrentino – EALQ/USP/REBEA – 9h/10h); mesa redonda “Políticas Públicas em Educação Ambiental no Estado do Paraná”, das 10h/12h, (Leni Toniolo – Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Curitiba – SMMA); Roberto Castella – coordenador de Educação Ambiental e Jardim Botânico (SEMA – PR); e Maurício Rosa, coordenador de Desenvolvimento Socioeducacional (SEED). A agenda continua com a apresentação de trabalhos – comunicação oral e exposição de painéis (13h30/17h), avaliação e encerramento do evento e definição da sede do XIV EPEA (17h15) – e apresentação cultural e congraçamento (Departamentos de Artes e Turismo e AMCG - 17h45).

Na coordenação geral do XIII EPEA, estão os professores Angélica Góis Morales (UNESP/UEPG/NUCLEAM/REA-PR), Sandro Xavier de Campos (UEPG/DEMET), Fernando Pilatti (UEPG/NUCLEAM), Édina Schimanski (UEPG/DSS), Maria Aparecida de Oliveira Hinsching (UEPG/NUCLEAM/REA-PR).

 Fonte: Impresa UEPG
http://portal.uepg.br/noticias.php?id=1199

sábado, 16 de julho de 2011

Informativo EPEA: Incrições para Ouvintes

Avisos:
As inscrições para apresentadores de trabalhos já estão encerradas.
As incrições para ouvintes podem ser realizadas até o dia 10/08.

* Não deixe para a última hora para fazer sua inscrição, as vagas para minicursos e oficinas são limitadas e muitas delas já estão preenchidas.

Atenciosamente
Comissão organizadora do XIII EPEA.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

LOGOMARCA DO XIII EPEA

  LOGOMARCA DO XIII ENCONTRO PARANAENSE  DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL


  • Araucária (Araucaria angustifolia): Árvore símbolo do Paraná, principal elemento em uma floresta Ombrófila Mista. Está na categoria vulnerável na lista de espécies ameaçadas de extinção. 
  • Gralha Azul (Cyanocorax caeruleus): Ave símbolo do Paraná. Vive no meio da Floresta de Araucárias auxiliando na disseminação de sementes.
  • Lobo guará (Crysocyon brachyurus): Mamífero característico da fauna Paranaense, presente atualmente, na lista de animais em extinção.

  • Pescador: A imagem do pescador representa a interação do ser humano com a paisagem natural da região, onde apresentam sinuosos rios que integram a bacia hidrográfica do Rio Tibagi.  



  • Pessoas: Importante a interação dos seres humanos no contexto da paisagem, de modo responsável visando a sustentabilidade dos Campos Gerais.





Arte: Letícia Araújo Chaves

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Prorrogação para submissão de trabalhos no XIII EPEA

Olá Pessoal,
ATENÇÃO:
Prorrogação para submissão de trabalhos no XIII EPEA: até dia 13/07.
 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Em Nova York, ministra do Meio Ambiente convoca países a trabalhar pela Rio+20



Brasília – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, aproveitou a reunião do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em Nova York, para convocar os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) a trabalhar pelo sucesso da Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que o Brasil vai sediar em junho de 2012.


Elza Fiúza/ABrMinistra Izabella Teixeira reforçou a importância da conferência que será realizada em junho de 2012.
Em discurso feito ontem (27), a ministra disse que os países devem se empenhar para construir as bases de uma economia verde voltada para a erradicação da pobreza. Izabella Teixeira disse que ainda é preciso superar a falsa contradição entre proteção ambiental e desenvolvimento, e que é possível construir um novo modelo de crescimento econômico com sustentabilidade ambiental. “Entre muitas razões para o sentimento geral de fracasso do atual modelo de desenvolvimento está a falta de um paradigma econômico que considera os riscos ambientais, escassez ecológica e as disparidades sociais”, disse.

A ministra também destacou a necessidade de novos formatos de implementação dos acordos e resoluções que poderão sair da Rio+20, para que as medidas se tornem efetivas. “Nenhuma iniciativa global terá êxito se os países não têm a capacidade de transformá-los em políticas e planos nacionais. Nosso desafio é, respeitando o legado da Rio-92, criar as condições ideais para superar o déficit de implementação dos acordos multilaterais e construir uma visão compartilhada de sustentabilidade para as próximas décadas”, declarou.

Além do papel dos governos, a mudança de perspectiva para uma economia verde, segundo a ministra, não poderá desconsiderar o papel do setor privado e da sociedade civil. “Se em 1992 nós colocamos todas as nossas expectativas em soluções multilaterais intergovernamentais, agora devemos incluir um leque mais amplo de atores, que não só são influenciados, mas também pode influenciar profundamente o processo”.

Durante a Rio+20, o governo brasileiro deverá apresentar a proposta de um novo pacto entre os países-membros da ONU para o estabelecimento de metas gerais de desenvolvimento sustentável que possam pautar políticas nacionais relacionadas à geração de energia, hábitos de consumo e outros temas ligados à sustentabilidade.

Edição: Aécio Amado

* Publicado originalmente no site Agência Brasil.









segunda-feira, 13 de junho de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

XIII Encontro Paranaense de Educação Ambiental

XIII EPEA Encontro Paranaense de Educação Ambiental
Educação Ambiental e Políticas Públicas
Ponta Grossa - 10 a 12 de agosto de 2011


O Encontro Paranaense de Educação Ambiental (EPEA) é um evento que visa o fortalecimento da Educação Ambiental no Estado do Paraná e desde o ano de 1998, contribui significativamente para discussões e trocas de experiências sobre essa temática. Esse Encontro envolve educadores e estudantes de todos níveis de ensino, técnicos de organizações não governamentais, de órgãos públicos e do setor privado, lideranças comunitárias, além da comunidade em geral interessada em refletir e dialogar sobre os rumos e perspectivas para a melhoria das inter-relações entre os seres humanos e o ambiente.
 
O XIII EPEA acontecerá em Ponta Grossa. PR nos dias 10, 11 e 12 de agosto de 2011 e as inscrições para a submissão de trabalhos já estão abertas!
 
Os trabalhos deverão ser submetidos até início de julho (dia 08/07-prazo máximo). Para mais informações, acessem o site www.uepg.br/eventos/epea e conheçam a programação, os valores das inscrições, as normas e encaminhamentos para submissão de trabalhos.

 
Atenciosamente,
Comisão de Divulgação do XIII EPEA.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ano Internacional das Florestas


2011 é o Ano Internacional das Florestas As florestas cobrem 31% de toda a área terrestre do planeta e têm responsabilidade direta na garantia da sobrevivência de 1,6 bilhões de pessoas e de 80% da biodiversidade terrestre. Pela importância que têm para o planeta, elas merecem ser mais preservadas e valorizadas e, por isso, a ONU declarou que 2011 será o Ano Internacional das Florestas


Segundo dados do Pnuma – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta, servindo de abrigo para 300 milhões de pessoas de todo o mundo e, ainda, garantindo, de forma direta, a sobrevivência de 1,6 bilhões de seres humanos e 80% da biodiversidade terrestre. Em pé, as florestas são capazes de movimentar cerca de $ 327 bilhões todos os anos, mas infelizmente as atividades que se baseiam na derrubada das matas ainda são bastante comuns em todo o mundo. Para sensibilizar a sociedade para a importância da preservação das florestas para a garantia da vida no planeta, a ONU – Organização das Nações Unidas declarou que 2011 será, oficialmente, o Ano Internacional das Florestas.


A ideia é promover durante os próximos 12 meses ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, mostrando a todos que a exploração das matas sem um manejo sustentável pode causar uma série de prejuízos para o planeta. Entre eles:

– a perda da biodiversidade;

– o agravamento das mudanças climáticas;

–o incentivo a atividades econômicas ilegais, como a caça de animais;

– o estímulo a assentamentos clandestinos e

–a ameaça à própria vida humana.


Para saber a respeito dos eventos que serão realizados durante 2011, em homenagem ao Ano Internacional das Florestas, acesse o site oficial da iniciativa. No portal, ainda é possível divulgar as ações que você pretende promover nos próximos 12 meses em homenagem à causa.